Preâmbulo
Crio este blog sem pretensões tendo como único objectivo partilhar histórias reais sobre o mundo feminino. Aquele mundo que se esconde debaixo da sombra e que sobrevive ao silêncio à custa de muito sofrimento.
Ser mulher é todo um universo e espera-se de nós vários universos. Meninas obedientes, adolescentes recatadas, mulheres submissas, mães zelosas e perfeitas, filhas dedicadas aos pais na hora de velhice.
Há mil e umas regras para a condição feminina. E desde pequenas que as aprendemos. Percebo isso na forma como educo a minha filha. Digo-lhe, " estás de saia, não te sentes com as pernas abertas." Ou, "não levantes a camisola na rua à frente dos estranhos". Ainda assim, não faço questão de ensinar-lhe todas as regras que me foram ensinadas. As minhas regras de criança e adolescente vinham carregadas de culpa católica. Não é esse o objectivo para a minha filha. A ela quero passar-lhe mecanismos de defesa. Para que saiba identificar uma ameaça ao seu ser feminino. Exactamente o oposto do que me aconteceu. E acima de tudo, quero ensiná-la que o silêncio em certos casos, não é de ouro.
O silêncio é veneno dissimulado, mas vivemos agora numa época em que as mulheres ganham coragem para contar as suas histórias. Sabem que podem gritar e apontar o dedo a homens sujos. Porque estão protegidas pelo véu da solidariedade feminina e alguma masculina. São mulheres corajosas que admiro e respeito. São consciências em desenvolvimento, prontas para a etapa seguinte. Para que homens sujos sejam apontados em público, envergonhados, presos e ostracizados diante de toda a gente.
O silêncio é veneno quando abortamos propositadamente em segredo. O silêncio é veneno quando não sentimos amor pelo nosso próprio recém-nascido e guardamos esse espanto para nós mesmas. O silêncio é veneno quando olhamos para o espelho e choramos por nos acharmos disformes. O silêncio é veneno quando abusam do nosso corpo de menina ou de mulher. O silêncio é veneno quando permitimos ser maltratadas por quem amamos.
Mas o silêncio está a acabar. Somos nós o motor do mundo. E é por isso que nos espancam, violentam e rebaixam. Mas nós somos deusas e vivemos agora numa época em que tudo é denunciável. Eles vivem do nosso silêncio. Mas nós somos deusas e as deusas são poderosas.
Ser mulher é todo um universo e espera-se de nós vários universos. Meninas obedientes, adolescentes recatadas, mulheres submissas, mães zelosas e perfeitas, filhas dedicadas aos pais na hora de velhice.
Há mil e umas regras para a condição feminina. E desde pequenas que as aprendemos. Percebo isso na forma como educo a minha filha. Digo-lhe, " estás de saia, não te sentes com as pernas abertas." Ou, "não levantes a camisola na rua à frente dos estranhos". Ainda assim, não faço questão de ensinar-lhe todas as regras que me foram ensinadas. As minhas regras de criança e adolescente vinham carregadas de culpa católica. Não é esse o objectivo para a minha filha. A ela quero passar-lhe mecanismos de defesa. Para que saiba identificar uma ameaça ao seu ser feminino. Exactamente o oposto do que me aconteceu. E acima de tudo, quero ensiná-la que o silêncio em certos casos, não é de ouro.
O silêncio é veneno dissimulado, mas vivemos agora numa época em que as mulheres ganham coragem para contar as suas histórias. Sabem que podem gritar e apontar o dedo a homens sujos. Porque estão protegidas pelo véu da solidariedade feminina e alguma masculina. São mulheres corajosas que admiro e respeito. São consciências em desenvolvimento, prontas para a etapa seguinte. Para que homens sujos sejam apontados em público, envergonhados, presos e ostracizados diante de toda a gente.
O silêncio é veneno quando abortamos propositadamente em segredo. O silêncio é veneno quando não sentimos amor pelo nosso próprio recém-nascido e guardamos esse espanto para nós mesmas. O silêncio é veneno quando olhamos para o espelho e choramos por nos acharmos disformes. O silêncio é veneno quando abusam do nosso corpo de menina ou de mulher. O silêncio é veneno quando permitimos ser maltratadas por quem amamos.
Mas o silêncio está a acabar. Somos nós o motor do mundo. E é por isso que nos espancam, violentam e rebaixam. Mas nós somos deusas e vivemos agora numa época em que tudo é denunciável. Eles vivem do nosso silêncio. Mas nós somos deusas e as deusas são poderosas.
Vou começar agora, mas já estou a gostar mto. 🙏😘 Keep on, mulher guerreira.
ResponderEliminar